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É preciso parar de escalar a violência

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Como políticas equivocadas de governo contribuem para o agravamento da situação do Rio de Janeiro.

O dia 28 de abril passado marcou os seis meses da mais violenta operação policial da história do Rio de Janeiro, que deixou um rastro de 122 mortos — sendo cinco policiais —, num dos dias mais traumáticos vividos pela cidade.

Apesar da letalidade da ação policial, a realidade daqueles moradores continua a mesma: seguem vivendo sob o domínio da mesma facção criminosa e sujeitos às mesmas regras cruéis impostas pelo tráfico local.

Os principais alvos daquela operação permanecem foragidos, e os índices criminais não sofreram sequer redução significativa. Alçada ao extremo pelas mãos do próprio Estado, depois de anos de políticas de segurança equivocadas, baseadas apenas em enfrentamento armado, a violência segue sem controle, ceifando vidas de forma corriqueira.

Para marcar os seis meses da operação que está sob investigação da Polícia Federal, a revista “Dilema: Reflexões”, do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGSA), do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais - IFCS/UFRJ, apresenta a série “Reflexões sobre o Massacre”, com artigos produzidos pelos pesquisadores da Rede Segurança Para Todos RJ - Artigo 5.

A coletânea busca fomentar um debate público qualificado e democrático sobre os caminhos para o enfrentamento da violência, com base em evidências e reflexão crítica.

Para conhecer o trabalho, é só clicar no link:

https://www.dilemasreflexoes.org/