PUBLICAÇÕES
APRESENTAÇÃO
Por um debate qualificado sobre segurança pública e direitos fundamentais
De acordo com os dados consolidados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Estado do Rio de Janeiro, entre 1998 e 2025, o estado registrou mais de 170 mil mortes violentas. Desse total, aproximadamente 25 mil foram causadas por policiais. Ao mesmo tempo, um estudo do mesmo ISP aponta que, entre 1998 e 2020, cerca de 5.000 policiais militares e civis foram mortos. Os números são estarrecedores e atestam que, para grande parte da população fluminense, o direito à vida, um dos direitos mais básicos consagrados pela Constituição de 1988, não tem sido garantido.
Como mostra o Mapa Histórico dos Grupos Armados do Rio de Janeiro publicado pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI/UFF), “entre 2007 e 2024, a área submetida a algum tipo de domínio armado cresceu 130,4%, enquanto a população nessa condição aumentou 59,4%”. Os efeitos desse domínio territorial na vida das pessoas são inúmeros. Para além da violência que o viabiliza, há prejuízos econômicos, educacionais, no acesso à cidade, nas possibilidades de livre manifestação e associação, dentre muitos outros.



















